Em Maio de 2016, a poucos dias de recomeçar a fazer estadias no trabalho, descobrimos que estava grávida de 4 semanas do nosso segundo filho. Foi perfeito! Como assistente de bordo deixo de trabalhar logo que descubro a gravidez, e como tinha o Rodrigo pequenino, com 1 ano e 8 meses, estava cheia de ansiedade com a ideia de voltar a dormir fora em media 8 a 10 noites por mês... ainda para mais com o Mário com a mesma vida... que seria do meu pequenino? Ele que é tão agarrado a mim....
Assim, para alem do nosso tão desejado e planeado novo bebé, poderia continuar a estar presente para o Rodrigo.
Os primeiros 3 meses foram passados com bastante tranquilidade. A gravidez do Rodrigo foi tão facil e serena, correu tudo tão bem, que honestamente nunca me passou pela cabeça de que esta seria diferente.
Lembro-me de ir para as ecografias do R. com algum nervosismo, para ver se estava tudo bem. Desta vez a minha preocupação era confirmar se era uma menina.
Na semana anterior à ecografia dos 3 meses, fui fazer uma análise ao sangue para saber se seria rapaz ou rapariga. É uma análise cara, mas como do Rodrigo só soube aos 5 meses, agora queria ter a certeza o quanto antes para poder aproveitar os saldos e começar na loucura das compras!
No dia de ecografia, dia 19 de Julho, de manhã ligaram-me do laboratório a dizer que era uma menina! Que felicidade! Tal como queríamos! Chorei com a perfeição da nossa vida! Corria tudo tal como queríamos!
Almoçamos no shopping e ainda tive tempo de a correr comprar um body e camisolinha de caxemira cor de rosa na Zara Home, com o Mário, e estava ansiosa por ver a minha pequenina com aquela golinha de bordado inglês...
E chegámos a ecografia. Assim que a começámos a médica ecografa ficou muito séria e disse:
-há um problema com este bebé.
-como? Problema? Como assim?
-sabe que nós estamos cá para as boas noticias mas também para as más e tenho que lhe dizer que há um problema com o seu bebé.
-mas que problema?
-tem um higroma quistico. Esta mancha que vê aqui na nuca. E é grande, 8mm.
-mas o que é que isso significa?
-normalmente é um sinal de problemas cromossomáticos mas eu não lhe sei fazer um diagnostico.
-.........
....então mas e agora?... o que é que isto significa?
-não vale a pena estar a perder mais tempo com este bebé.
-.........
-tem que fazer um diagnóstico.
-mas como?
-pode fazer uma amniocentese, mas que só é possivel fazer a partir das 18 semanas ou pode fazer uma biopsia vilo corial, que dá a partir das 12 semanas. Vamos falar com a sua médica e ela logo lhe diz. Há uma médica nas descobertas que pode fazer esta biopsia.
Tentámos várias vezes ligar à minha medica, a Dra Mariana Loureiro que não atendia (soubemos depois que estava a meio de uma cesariana). Ainda esperámos uns 10 minutos na sala de espera, onde só conseguia chorar a tentar assimilar aquilo que tinha acabado de saber. As grávidas que la estavam olhavam para nós com um misto de pena e medo nos olhos.... Eu tinha mil perguntas que precisavam de resposta e nem me conseguia lembrar dos nomes do higroma, dos possíveis problemas ou da biopsia que ela disse que tinha que fazer. O Mário tentava me confortar como podia e tinha-se aguentado durante a eco (eu quase tive medo que ela não conseguisse ver nada tamanho os meus soluços de choro...), mas eu sabia que por dentro ele estava igualmente confuso e chocado com o que tínhamos acabado de passar...
A sensação é a de um camião nos ter passado por cima... um murro no estômago... medo, confusão, e um turbilhão de pensamentos e sentimentos.
Acabámos por ir para casa para esperar por um contacto da Dra Mariana.
Passadas 1 ou 2 horas finalmente conseguimos falar com a Dra. Ela disse para irmos ter come ela às descobertas que estava lá também a Dra Susana Pinho, a especialista que me poderia fazer a biopsia.
Falamos com a minha mãe a contar o que tinha acontecido e a pedir que fosse buscar o Rodrigo a escola se nos atrasássemos e fomos para Lisboa.
Quando nos atenderam a Dra Susana fez uma eco e confirmou o higroma quistico para alem de um quisto no cordão umbilical. Explicou-nos que a biopsia às vilosidades corionicas consistia numa biopsia à placenta, que pode ser feita via transabdominal ou vaginal, dependendo da posição da placenta. O meu caso seria o segundo. Tem um risco de aborto ligeiramente superior ao da amniocentese, pelo que teria de assinar um termo de responsabilidade. Depois de ser feita eu teria que ficar deitada em repouso total 3 dias. Só me podia levantar para ir a casa de banho. Os resultados seriam em 3 dias para as trissomias 13, 18 e 21. Para um resultado mais completo, analisando todos os outros cromossomas, seriam precisas 2 semanas.
Marcámos a biopsia para daí a 2 dias, quinta-feira.
Assim, para alem do nosso tão desejado e planeado novo bebé, poderia continuar a estar presente para o Rodrigo.
Os primeiros 3 meses foram passados com bastante tranquilidade. A gravidez do Rodrigo foi tão facil e serena, correu tudo tão bem, que honestamente nunca me passou pela cabeça de que esta seria diferente.
Lembro-me de ir para as ecografias do R. com algum nervosismo, para ver se estava tudo bem. Desta vez a minha preocupação era confirmar se era uma menina.
Na semana anterior à ecografia dos 3 meses, fui fazer uma análise ao sangue para saber se seria rapaz ou rapariga. É uma análise cara, mas como do Rodrigo só soube aos 5 meses, agora queria ter a certeza o quanto antes para poder aproveitar os saldos e começar na loucura das compras!
No dia de ecografia, dia 19 de Julho, de manhã ligaram-me do laboratório a dizer que era uma menina! Que felicidade! Tal como queríamos! Chorei com a perfeição da nossa vida! Corria tudo tal como queríamos!
Almoçamos no shopping e ainda tive tempo de a correr comprar um body e camisolinha de caxemira cor de rosa na Zara Home, com o Mário, e estava ansiosa por ver a minha pequenina com aquela golinha de bordado inglês...
E chegámos a ecografia. Assim que a começámos a médica ecografa ficou muito séria e disse:
-há um problema com este bebé.
-como? Problema? Como assim?
-sabe que nós estamos cá para as boas noticias mas também para as más e tenho que lhe dizer que há um problema com o seu bebé.
-mas que problema?
-tem um higroma quistico. Esta mancha que vê aqui na nuca. E é grande, 8mm.
-mas o que é que isso significa?
-normalmente é um sinal de problemas cromossomáticos mas eu não lhe sei fazer um diagnostico.
-.........
....então mas e agora?... o que é que isto significa?
-não vale a pena estar a perder mais tempo com este bebé.
-.........
-tem que fazer um diagnóstico.
-mas como?
-pode fazer uma amniocentese, mas que só é possivel fazer a partir das 18 semanas ou pode fazer uma biopsia vilo corial, que dá a partir das 12 semanas. Vamos falar com a sua médica e ela logo lhe diz. Há uma médica nas descobertas que pode fazer esta biopsia.
Tentámos várias vezes ligar à minha medica, a Dra Mariana Loureiro que não atendia (soubemos depois que estava a meio de uma cesariana). Ainda esperámos uns 10 minutos na sala de espera, onde só conseguia chorar a tentar assimilar aquilo que tinha acabado de saber. As grávidas que la estavam olhavam para nós com um misto de pena e medo nos olhos.... Eu tinha mil perguntas que precisavam de resposta e nem me conseguia lembrar dos nomes do higroma, dos possíveis problemas ou da biopsia que ela disse que tinha que fazer. O Mário tentava me confortar como podia e tinha-se aguentado durante a eco (eu quase tive medo que ela não conseguisse ver nada tamanho os meus soluços de choro...), mas eu sabia que por dentro ele estava igualmente confuso e chocado com o que tínhamos acabado de passar...
A sensação é a de um camião nos ter passado por cima... um murro no estômago... medo, confusão, e um turbilhão de pensamentos e sentimentos.
Acabámos por ir para casa para esperar por um contacto da Dra Mariana.
Passadas 1 ou 2 horas finalmente conseguimos falar com a Dra. Ela disse para irmos ter come ela às descobertas que estava lá também a Dra Susana Pinho, a especialista que me poderia fazer a biopsia.
Falamos com a minha mãe a contar o que tinha acontecido e a pedir que fosse buscar o Rodrigo a escola se nos atrasássemos e fomos para Lisboa.
Quando nos atenderam a Dra Susana fez uma eco e confirmou o higroma quistico para alem de um quisto no cordão umbilical. Explicou-nos que a biopsia às vilosidades corionicas consistia numa biopsia à placenta, que pode ser feita via transabdominal ou vaginal, dependendo da posição da placenta. O meu caso seria o segundo. Tem um risco de aborto ligeiramente superior ao da amniocentese, pelo que teria de assinar um termo de responsabilidade. Depois de ser feita eu teria que ficar deitada em repouso total 3 dias. Só me podia levantar para ir a casa de banho. Os resultados seriam em 3 dias para as trissomias 13, 18 e 21. Para um resultado mais completo, analisando todos os outros cromossomas, seriam precisas 2 semanas.
Marcámos a biopsia para daí a 2 dias, quinta-feira.
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