domingo, 9 de outubro de 2016

7 - a temível chegada do dia anunciado

E praticamente 3 meses depois do diagnóstico, o dia para o qual os médicos nos foram preparando chegou: na consulta de quinta-feira dia 6 de Outubro não se conseguiu detetar um batimento do coração da nossa Teresinha.
Desde que comecei a namorar com o Mario que sabiamos que se tivessemos uma filha se chamaria Teresa, e no entanto ao longo de todo este processo nunca escrevi aqui que ela era a nossa Teresinha... não sei porquê! É estranho que agora finalmente o diga.
Após o choque inicial daquela imagem parada no ecografo, só consigo descrever o meu principal sentimento como alívio. Finalmente a nossa pequenina está em paz! Ja não vive em constante sofrimento a nossa pequena lutadora. Sinto-me tranquila, sei que fizemos tudo o que podíamos por ela... as perspectivas que nos deram para o futuro dela eram tão complicadas que tenho a certeza que Deus sabe aquilo que faz e que foi melhor assim. Apesar de duros estes 6 meses de existência trouxeram-nos muitas coisas boas também. Somos hoje um casal mais unido, somos hoje pessoas mais humanas, mais gratas, com um maior coração. Apesar de tão difícil foram tempos de muitas aprendizagens. Olhamos para o mundo de uma forma diferente, sem tantas certezas, sem nos agarrarmos tanto aos planos, talvez, mas a dar maior valor ao que realmente interessa. Crescemos e ficámos mais fortes, e tudo isto é motivo para estarmos gratos à curta e sacrificada existência da nossa filha.
Terça-feira que vem vou dar entrada no hospital cuf Descobertas para dar inicio ao processo de indução do parto. Vai ser dificil fisica e emocionalmente... mas vai ter de ser.


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